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quarta-feira, 18 de março de 2009

A caçada em Porto Alegre

A caça:
O livro traçando Porto Alegre de Luiz Fernando Veríssimo e Joaquim da Fonseca.


Sexta-feira me direcionava ao centro de Porto Alegre, em busca dos livros. Sabia onde começar a procurar, na rua riachuelo, conhecido pelos suas livrarias e cebos. E foi nos cebos que comecei minha busca. Primeiro cebo recebo a informação que não sou o único atrás deste livro. Bem como não havia ali, continuei, passei por outros cebos, algumas livrarias (não custava tentar). Cheguei na rua Gen Camara ( conhecida como rua da ladeira ) passei em outros cebos e nada. Na mesma rua na Livraria Nova Roma, um baita estabelecimento cheio de livros uma barbaridade o pessoal olhando pelo sistema nos computadores me falaram que existia um exemplar na Av Borges de Medeiros, naquelas lojas que tem embaixo da escadaria. Lá foi eu rumo ao viaduto da borges. Não foi muito difícil de encontrar. Mas te confesso que já passei muito por ali e nunca tinha reparado neste cebo. Bem, o cebo deve ter uns três metros quadrados, não muito mais do que isso.

Chegando lá, um senhor de uns quarenta anos por ai está conversando com um casal, aguardo a conversa terminar ( te digo que a conversa não foi curta ) já estava ficando encioso, pois se ele não tivesse o livro eu estaria perdendo um tempo precioso de procura. Mas terminando a conversa, antes que desse chance de iniciar outra, perguntei:
- Você tem o livro Traçando Porto Alegre - esta frase já estava decorada de tanto falar – do Veríssimo?
Um momento de silêncio tomou conta do pequeno ambiente, no tando a grande possibilidade de um não me vir como resposta, sem nem ao menos o vendedor dar uma olhada nas prateleiras falei:
- O pessoal da livraria Nova Roma olhou no sistema e me falou que aqui tinha um exemplar.
A expressão do senhor mudou como se o que eu disse lhe tivesse clareado as ideia e logo se levantou. Em uma prateleira ele tirou alguns que atrás deles existiam outros escondidos. Remexeu um pouco os livros e me tirou o exemplar. Não me segurei e um sorriso tomou conta da minha face. De quando o senhor me fala:
- Este livro era meu, nem me lembrava que eu tinha ele, Agradeço o pessoal da Nova Roma por ter mandado você aqui.

O livro custava 14 reais, eu olhei a carteira e tinha apenas 10. “Puuuuuts” pensei comigo mesmo, tive que pedi para ele guardar o livro ( junto com mil solicitações de não vender a ninguém ) que eu iria num caixa eletrônico retirar o dinheiro para poder comprar.

Subi a Borges novamente em direção a Salgado Filho. Cheguei no banco, uma baita fila para os caixas eletrônicos, bem fiquei por ali uns 20 minutos, em uma mescla de ansiedade e alegria de encontrado o livro mas não ter dinheiro.

De volta, já com o livro na mão e pago – agora era meu, ele não podia mais desistir de vender – fiquei conversando com o vendedor e mais um cliente que ali se encontravam na loja. Comentei que eu e mais um amigo somos curiosos culturais, principalmente por Porto Alegre, essa cidade que alegremente nos acolhe. E feliz fiquei em saber que o vendedor também é um amante da cidade, tento ele muito material que para mim demonstra muito valor.

Bem ganhei o dia por ter conseguido o livro, e ainda conheci mais alguém que não apenas mora em Porto Alegre, mas com muito orgulho Vive em Porto Alegre.

Estou no onibus, coloco a mão no bolso encontro 20 reais que tinha recebido antes de sair do trabalho...

NOVA LIVRARIA
Viaduto da Borges, loja 24 – Centro
99260643 - Moisés

Um comentário:

Rodrigo Moraes disse...

Esse livro é macanudo, mesmo!

Tenho,mas ainda não li, mas pelo que falam dele, e pela escassez só demonstram o valor do livro.

e bah! o que é a vida, toda uma correria por não olhar no bolso, parece Porto Alegre, pessoas procuram em outras cidades o que nós temos aqui.

um abração!

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